Blairo não se espanta com implosão do PRD: São verdadeiras ditaduras

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Patrícia Sanches/Rdnews

O ex-governador, ex-senador e ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, não se espantou com a implosão do PRD em Mato Grosso e avalia que as verdaderais ditaduras estão instaladas na presidência de partidos, onde não há diálogo, mas, sim, imposições por conveniência de quem está cadeira. A fala foi realizada nesta terça-feira (31), quando questionado sobre a situação do PRD, que era liderado pelo ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho , no leque de apoio aos projetos do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Senado e do governador Otaviano Pivetta à reeleição.

Político experiente, que atua nos bastidores, Blairo comenta a crise no PRD, que era liderado pelo ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e integrava a base de apoio do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Na avaliação do empresário, os presidentes partidários atuam como “donos” das siglas, com poder para tomar decisões unilaterais. “ A política é muito diferente. Se tem uma coisa que é uma ditadura, realmente, no pé da letra, são os partidos” Blairo Maggi

Nesse contexto, a destituição de uma diretoria que se organizava para disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados pode não ser adequada, mas está dentro da “normalidade” partidária.

“A política é muito diferente. Se tem uma coisa que é uma ditadura, realmente, no pé da letra, são os partidos. É sempre o presidente do partido, ou aquele ‘dono’ do partido, que toma a decisão que achar melhor para si, conveniente para ele e para o grupo dominante. Então, não me surpreende uma intervenção, por exemplo, de um partido político aqui no estado de Mato Grosso”, afirmou.

Uma ala política acusa o senador Wellington Fagundes (PL) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) de terem atuado nos bastidores para a implosão do PRD — ambos não se posicionaram sobre o assunto. Blairo não entrou nessas especulações, mas relembrou um caso recente envolvendo o PSD.

Segundo ele, havia um grupo de lideranças, como os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), que construía um projeto de candidatura à Presidência da República dentro do partido. No entanto, esse movimento teria sido esvaziado com a entrada de Ronaldo Caiado, então governador de Goiás, que migrou do União Brasil.

“A gente viu agora nas candidaturas do Caiado e de outros nomes. Até pouco tempo atrás, ele não fazia parte desse partido. Outros políticos vinham construindo essa possibilidade há muito tempo, trabalhando, investindo nisso. De repente, veio a decisão do Kassab: ‘Não, você não vai’. Então, é normal. É ruim, mas é normal”, concluiu.

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Link da Matéria – via RD News

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