
O deputado estadual Paulo Araújo (PP), que temia seguir federado com o União Brasil devido ao receio de estar em uma “chapa da morte”, não descarta seguir com o grupo para as eleições deste ano após sofrer um duro golpe com a implosão do PRD do estado. Ele planejava migrar para a legenda até o fim da janela partidária na sexta-feira (03), mas foi surpreendido com decisão da nacional de destituir o presidente Mauro Carvalho .
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A decisão resultou no cancelamento de filiações e anulação das chapas proporcionais à Assembleia Legislativa (ALMT) e Câmara dos Deputados. Em conversa com a imprensa nesta terça-feira (31), Paulo foi questionado se havia espaço em outro partido. Ele reconheceu ser um cenário difícil, mas não impossível.
Muitos partidos que fazem parte do arco de aliança do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do ex-governador, Mauro Mendes (União Brasil), têm feito cálculos sobre a melhor acomodação de aliados que tiveram os planos frustrados. “Falar que é fácil, não é fácil, né? Mas tudo é possível. Há 48 horas não tinha a possibilidade de não ter o PRD”, disse ele, demonstrando cautela no discurso.
Questionado se ficaria no PP, Paulo, que tinha clara certeza de saída, recuou, afirmando fazer parte do grupo e que pode encarar a eleição pelo partido: “Não é que fico. Eu sou do PP, eu não saí ainda. É possível [eu continuar no PP mesmo]”.
O PRD integra federação com o Solidariedade e, nos últimos dias, vinha ganhando musculatura com a perspectiva de filiação de diversos políticos considerados “puxadores de votos”, sendo visto como um “ninho”. Em prévias, estava prevista a filiação, além do deputado Paulo Araújo, dos secretários Gilberto Figueiredo (Saúde) e Alan Kardec (Ciência e Tecnologia).

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