Carvalho evita culpar Wellington e diz que “negociata” separou o joio do trigo

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O ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirma que ainda não é possível saber se a “rasteira” que sofreu no PRD foi resultado de articulação do senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), que desponta como possível adversário do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O empresário foi destituído do comando da legenda horas antes de um grande ato de filiação de aliados governistas, o que acabou complicando o tabuleiro político.

Primeiro suplente de senador de Wellington, Mauro evita atribuir responsabilidade direta ao parlamentar e diz não saber quem estaria por trás do movimento. “Quando eu vim para o PRD, o senador Wellington Fagundes me disse: ‘Mauro, toma cuidado com o PRD. O presidente Ovasco Resende é rato de partido por já ter montado vários partidos no Brasil’”, relembra Mauro Carvalho.

“Na época, achei até que o senador Wellington Fagundes estava enganado, mas está aí a prova do que aconteceu ontem no PRD de Mato Grosso”, completa.

Sobre o impacto político — já que diversos aliados “de peso” viram seus planos ruírem após o episódio —, Carvalho avalia que a situação já começa a ser superada e confirma a estratégia de retornar ao União Brasil. “Enxergo isso como separar o joio do trigo, os homens dos meninos. Ainda bem que isso aconteceu agora. Pior seria se ocorresse durante o processo eleitoral, quando o estrago seria muito maior”, afirma.

Desculpa esfarrapada

Mauro Carvalho relata que soube da articulação em Brasília por meio do secretário Gilberto Figueiredo. “Na segunda-feira de manhã, o Gilberto me ligou e perguntou se eu estava sabendo. Eu disse que não. Então liguei para o Ovasco, que começou a inventar várias justificativas, como a de que o PRD não estava montando chapa para deputado federal, o que não é verdade, porque ela já estava praticamente pronta”, critica.

Com a reviravolta, Paulo Araújo e Gilberto Figueiredo permanecem na federação União Progressista (União Brasil/PP), e a tendência é que outros aliados, como Alan Kardec (Ciência e Tecnologia) e os deputados Valmir Moretto (Republicanos) e Juca do Guaraná (MDB), também sejam acomodados no grupo.

Nos bastidores, reuniões seguem em andamento, já que o movimento depende da migração de Sebastião Rezende para o Republicanos ou Podemos, e de Eduardo Botelho para o MDB.

Link da Matéria – via RD News

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