Alan deixa Seduc com melhora de índices e expansão do modelo cívico-militar

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A gestão do secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, chega ao fim nesta terça-feira (31) marcada por um discurso fortemente ancorado em resultados e por avanços nos principais indicadores educacionais do Estado. À frente da Seduc desde 2020, durante o governo Mauro Mendes, ele deixa o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (ALMT).

Em balanço dos mais de seis anos de atuação, Porto destacou a evolução da rede estadual, com crescimento nos índices de alfabetização, melhora no desempenho do Ensino Médio e ampliação de investimentos em infraestrutura, tecnologia e pessoal.

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Entre os resultados apresentados, o secretário enfatizou o avanço na alfabetização, que saiu de 22% em 2021 para 75% das crianças alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental em 2025, superando metas nacionais e colocando Mato Grosso entre os melhores desempenhos do país. O Ensino Médio também registrou melhora significativa, com o Estado saindo da 22ª para a 8ª posição em rankings do Ministério da Educação. Outro dado destacado foi a redução da taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais, que chegou a 3,8% em 2024, índice abaixo da meta prevista para o ano seguinte.

Na área estrutural, a gestão contabiliza a entrega de 50 novas escolas — sendo sete Centros de Educação Infantil (CEIs) — além de 66 unidades em construção, incluindo 11 CEIs, e outras 32 planejadas para os próximos anos. Também foram concluídas 105 reformas escolares, enquanto 96 seguem em andamento. No esporte e lazer, 48 quadras poliesportivas foram entregues e outras 39 estão em obras. A política de valorização profissional incluiu ainda a nomeação de mais de mil professores e o pagamento de R$ 215 milhões em Gratificação por Resultado a mais de 36 mil servidores da educação.

Apesar dos avanços, a condução da política educacional também foi acompanhada de debates. A ênfase em metas e bonificações gerou discussões entre representantes da área sobre possíveis impactos na dinâmica pedagógica e na pressão por resultados. Outro ponto de destaque foi a expansão das escolas cívico-militares, que se consolidou como uma das principais marcas da gestão. Atualmente, cerca de 170 unidades da rede estadual — de um total aproximado de 630 — já adotam o modelo, o que representa mais de um quarto das escolas.

Defensores do formato apontam melhorias na disciplina e no ambiente escolar, enquanto críticos levantam questionamentos sobre a autonomia pedagógica e a capacidade do modelo de enfrentar desigualdades estruturais da educação pública. Nesse cenário, a gestão de Alan Porto se encerra combinando indicadores em alta e investimentos robustos com discussões ainda abertas sobre os caminhos adotados para a educação pública em Mato Grosso.

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Link da Matéria – via RD News

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