
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O governador Mauro Mendes (União Brasil), que oficializa a renúncia ao comando de Mato Grosso nesta terça-feira (31), é o 7º chefe do Palácio Paiaguás a deixar o mandato para disputar o Senado ou a Câmara dos Deputados. Em seu lugar, será empossado o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que se tornará o 54º chefe do Executivo estadual.
Os primeiros casos foram os de Arnaldo Estevão e Garcia Neto, em 1950 e 1978, respectivamente. Ambos disputaram o Senado, mas foram derrotados. No lugar de Arnaldo, que governou Mato Grosso antes da divisão do Estado, assumiu o vice Jary Gomes, que permaneceu no cargo por pouco mais de um ano e meio. Depois, Fernando Corrêa da Costa foi eleito governador.
Já no lugar de Garcia Neto, último governador antes da criação de Mato Grosso do Sul, assumiu Cássio Leite de Barros, sucedido posteriormente por Frederico de Campos, indicado como governador biônico pelo então presidente Ernesto Geisel.
Com a redemocratização, o então governador Júlio Campos renunciou para disputar uma vaga de deputado constituinte e foi eleito. Em seu lugar, assumiu o vice Wilmar Peres de Faria, que governou entre 1986 e 1987.
Na sequência, Carlos Bezerra foi eleito governador, mas também deixou o cargo para concorrer ao Senado, em 1990, abrindo espaço para o vice Edson Freitas de Oliveira. Diferentemente de seus antecessores, Bezerra saiu vitorioso das urnas.
Irmão de Júlio e hoje senador, Jayme Campos foi eleito governador e cumpriu integralmente o mandato, interrompendo a sequência de renúncias. Já Dante de Oliveira, um dos principais nomes das Diretas Já, foi eleito governador e, em 2002, ao fim do segundo mandato, renunciou para disputar ao Senado, mas não obteve sem sucesso. À época, o vice Rogério Salles assumiu o comando do Estado por alguns meses.
Annie Souza/Rdnews
No mesmo ano, o empresário do agronegócio Blairo Maggi foi eleito governador e, em 2010, também ao final do segundo mandato, deixou o cargo para disputar o Senado. Diferentemente de Dante, saiu vitorioso e ainda viabilizou a permanência de Silval Barbosa no comando do Estado, que acabou reeleito.
Silval deixou o governo sob forte desgaste e foi sucedido por Pedro Taques, que fez o caminho inverso: deixou o Senado para governar Mato Grosso, mas acabou derrotado na tentativa de reeleição por Mauro Mendes.
Agora, Mauro segue estratégia semelhante à de Blairo Maggi: deixa o governo para disputar uma das vagas ao Senado, apostando também na reeleição de Otaviano Pivetta, que assume o comando do Estado.
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