
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), foi exonerado do cargo na tarde desta sexta-feira (27) para retonar ao Senado Federal e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que apura descontos fraudulentos de aposentados e pensionistas. Instagram
O senador Carlos Fávaro ao lado do presidente Lula
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Assim, a suplente Margareth Buzetti (PP), que se mostrava favorável ao relatório, perdeu a titularidade sobre a cadeira no Senado e não votará. Ela não escondeu o descontentamento com a situação, pois não teria sido avisada previamente sobre o retorno do titular.
“O Governo deve estar com muito medo desse relatório. É a única explicação que eu tenho para ele ser exonerado a essa hora de sexta-feira, porque eles têm medo do meu voto”, disse a senadora. Andressa Anholete/Agência Senado
Margareth Buzetti, que volta para a suplência de Fávaro
A medida faz parte de uma estratégia para reforçar a base do Governo na comissão e ocorre às vésperas da votação do relatório, que pede o indiciamento do filho do presidente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e outros envolvidos. Segundo Margareth, não há interesse se o roubo teve início no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro ou no de Lula.
“Se o Lulinha deve, ele que venha se explicar e o seu papai Lula deveria vir aqui. Isso é uma vergonha! Não é o Governo Lula que está pagando, é o povo brasileiro que mais uma vez está pagando os aposentados”, declarou Margareth durante coletiva de imprensa. (Com informações da Assessoria)
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