
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), tratou de se esquivar de “picuinhas” envolvendo o PL e outros candidatos ao Governo e Senado por Mato Grosso, por entender que a prioridade deve estar exclusivamente na gestão e evitar uma contaminação em meio à guerra político-partidária. Em entrevista nesta sexta-feira (27), Abilio foi questionado sobre sua preferência ao Governo, entre Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos), diante da determinação do presidente estadual, Ananias Filho, de fidelidade ao partido.
Abilio ressaltou as valências de Pivetta, um amigo pessoal, e disse que torceria por ele e por Wellington, mas sem agir de maneira desleal com as orientações do partido, que tem um projeto autoral na corrida ao Governo: “Meu candidato ao Governo é o meu partido. Mas ele [Ananias] sabe muito bem que eu respeito muito os candidatos e tenho um ótimo relacionamento com o Pivetta, e que torço muito por ele”.
Alair Ribeiro
“E ele sabe que eu não vou meter a infidelidade partidária em momento algum e o respeito ao meu partido por todas essas questões. Torço pelo Pivetta, muito. Torço pelo PL, muito. Não vou entrar nessa guerra. Não vou falar que A é melhor, B é melhor. Não vou fazer isso. Torço pelos dois”, disparou.
Neste cenário, Abilio foi pressionado para comentar sobre eventual racha do PL em Mato Grosso, diante dos recentes atritos e insatisfações de correligionários para apoiar determinados candidatos. Antes mesmo de conclusão da pergunta de um empresário e jornalista, o prefeito chegou a interferir, ressaltando que seu foco não está nos embates que estão ocorrendo no processo eleitoral. Ele não quis responder se concordava com o federal José Medeiros de que Fagundes seria “melancia” – verde (bolsonarista) por fora e vermelho (PT) por dentro.
“Eu acredito que não cabe a mim, nesse momento, entrar nessa disputa e nessa discussão. Porque nós estamos com outras prioridades. Você está vendo a gente com a Secretaria de Saúde, contando aqui de entregar essa obra, entregar outra obra. Nós estamos correndo aí para fazer a saúde funcionar. Estamos numa parte importante da transição. Eu acho que essas picuinhas, essas particularidades, se eu trazer para mim, aqui na gestão do município de Cuiabá, esse conflito que está acontecendo no meu processo eleitoral vai acabar contaminando a minha possibilidade de entregar bom resultados”, emendou.

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