
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, minimizou o levantamento no qual seis em cada dez brasileiros não confiam na Corte Suprema, em meio ao ‘Escândalo do Banco Master’ que respingou nos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e Alexandre de Moraes. O decano lembrou que pesquisas de opinião são “fotografias” do momento e que o prudente seria avaliar o STF pelo tempo.
“A gente tem que separar do que é a foto e o que é o filme. Eu acho que a avaliação do Tribunal tem que ser medida no tempo. O Tribunal é uma das várias cortes, talvez a única corte, que tenha enfrentado um ataque tão brutal como nós tivemos, tentativa de golpe militar, tentativa de fechamento, emparedamento ao longo do tempo. E se saiu vencedora”, afirmou Gilmar Mendes durante evento em Cuiabá, nesta sexta-feira (27).
“Aí você sai num país com essa polarização. Nós temos generais presos, nós temos um ex-presidente da República preso por tentativa de golpe de Estado. Nós tivemos uma série de coisas. Portanto, 50% dessa população já acha que o Tribunal fez errado. Nós fizemos algo errado? Não. Acho que as pessoas de bem, que pensam como a gente, sabem que o que o Brasil fez foi o certo”, completou.
O ministro ainda citou como exemplo, a opinião positiva da imprensa internacional que apoio conduta do Brasil ao punir a tentativa de golpe de Estado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que culminou nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
“Se vocês olharem o New York Times, o Financial Times, a The Economist, reconhecem que o que a corte brasileira fez foi algo extremamente louvável. Então é preciso que a gente não se impressione com eventuais amurrus. O sujeito amanheceu hoje de cara fechada, então por isso eu já não gosto dele. Então é preciso a gente separar foto e filme. Eu acho que o filme é melhor do que a foto”, finalizou.
Dados
O Levantamento AtlasIntel aponta que 60% dos brasileiros dizem não confiar no trabalho e nos ministros do STF, enquanto 34% declaram confiar. O índice representa uma queda de 15 pontos percentuais na confiança desde o segundo semestre de 2025.
Foram ouvidas 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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