Advogada presa suspeita de atuar na contabilidade de grupo do tráfico pede domiciliar

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A defesa da advogada Jackeline Santana da Silva Nascimento ingressou com um pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar. O argumento é que a investigada está em fase final de gravidez e possui um filho pequeno que depende de seus cuidados. Jackeline foi presa na manhã dessa quinta-feira (26), durante a Operação Iter Mali, que tem objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido nos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

De acordo com a petição da defesa, feita pelo advogado Luiz Gonçalo de Oliveira Neto, Jackeline está com 36 semanas e um dia de gestação e tem o parto previsto para o dia 22 de abril de 2026. Além disso, ela também é mãe de filho de quase 4 anos de idade.

 O documento argumenta que a manutenção da prisão em unidade comum coloca em risco a saúde da mãe e do bebê, citando diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) que priorizam o regime domiciliar para gestantes e mães de crianças de até 12 anos.

Outro argumento utilizado pela defesa da advogada é de que a lei estabelece que advogados não podem ser recolhidos em celas comuns antes de condenação definitiva, devendo permanecer em Sala de Estado-Maior. Conforme a defesa, diante da inexistência desse tipo de espaço em Mato Grosso, a custódia deve ser cumprida obrigatoriamente em residência. 

O pedido deve ser julgado em breve pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Conforme já informado pelo , Jackeline já foi alvo de outra ação, ocasião em que foi flagrada com arma e munições. Também foi apurado que a jurista é namorada de um dos líderes do esquema. Além da prisão da jurista, foram cumpridos 8 mandados de prisão preventiva, 9 de busca e apreensão domiciliar, além de 10 bloqueios de contas bancárias e indisponibilidade de valores dos investigados.

Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, a advogada não se limitava à prestação de serviços jurídicos, mas agia ativamente na contabilidade do grupo e, inclusive, em processos judiciais nos quais a investigada figurava como defensora de outros integrantes do grupo criminoso.

Em ação policial anterior, foram apreendidos na residência de Jackeline uma pistola de calibre 9 mm, um carregador com 25 munições, além de um cofre contendo mais de R$ 10,7 mil em espécie, valor proveniente da venda ilícita das drogas ilícitas.

“A decretação da prisão preventiva de uma profissional do Direito evidencia que a corrupção do sistema se infiltra por todas as camadas sociais. Ninguém está acima da lei”, destacou o delegado Marcelo Muniz.

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Link da Matéria – via RD News

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