
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (ALMT) convocaram o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para prestar esclarecimentos sobre denúncias de demissões em massa e o possível fechamento de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso. A convocação foi aprovada em Plenário nesta quarta-feira (25) e a audiência pública está marcada para a próxima terça-feira (31), às 10h, na Sala das Comissões.
A mobilização ocorre após profissionais do Samu, incluindo condutores de ambulâncias, enfermeiros e técnicos, comparecerem à Assembleia para denunciar o risco de colapso no serviço. Segundo os relatos entregues ao parlamentar, pelo menos 56 trabalhadores devem ser desligados entre os dias 31 de março e 10 de abril, sem previsão de reposição imediata. O corte pode atingir 90% do efetivo, que hoje é composto majoritariamente por contratos temporários, colocando em xeque o funcionamento de ao menos cinco bases em Cuiabá e Várzea Grande.
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Lúdio Cabral criticou a postura da gestão estadual, afirmando que o governo tenta “asfixiar” o Samu desde 2020 sob a justificativa de transferir as responsabilidades para o Corpo de Bombeiros. Para o deputado, as funções são complementares e não excludentes. “O Samu presta o atendimento na rua ou em casa, em casos de infarto ou AVC. É o primeiro atendimento que evita a perda da vida”, defendeu o petista, pontuando que o serviço é parte do SUS e conta com recursos federais.
Outro ponto questionado pelo parlamentar é a falta de aproveitamento dos aprovados no concurso realizado em 2024.
Segundo Lúdio, das 400 vagas abertas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), apenas dois enfermeiros foram nomeados para o Samu até o momento. Além das demissões, os servidores concursados estariam sendo obrigados a cumprir férias e licença-prêmio por decisão de ofício, sem motivação pessoal. O deputado defende a renovação dos contratos atuais e a convocação imediata dos aprovados no certame para garantir um quadro permanente no serviço essencial.

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