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A advogada Jackeline Santana da Silva Nascimento foi alvo de mandado de prisão na manhã desta quinta-feira (26) durante a Operação Iter Mali, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). A ação tem objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido nos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Conforme apurado pelo , Jackeline já foi alvo de outra ação, ocasião em que foi flagrada com arma e munições. Também foi apurado que a jurista é namorada de um dos líderes do esquema. Além da prisão da jurista, foram cumpridos 8 mandados de prisão preventiva, 9 de busca e apreensão domiciliar, além de 10 bloqueios de contas bancárias e indisponibilidade de valores dos investigados.
Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, a advogada não se limitava à prestação de serviços jurídicos, mas agia ativamente na contabilidade do grupo e, inclusive, em processos judiciais nos quais a investigada figurava como defensora de outros integrantes do grupo criminoso.
Em ação policial anterior, foram apreendidos na residência de Jackeline uma pistola de calibre 9 mm, um carregador com 25 munições, além de um cofre contendo mais de R$ 10,7 mil em espécie, valor proveniente da venda ilícita das drogas ilícitas.
“A decretação da prisão preventiva de uma profissional do Direito evidencia que a corrupção do sistema se infiltra por todas as camadas sociais. Ninguém está acima da lei”, destacou o delegado Marcelo Muniz.
Investigação
As investigações foram iniciadas em 2024, após cumprimento de um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de entorpecentes e dinheiro oriundo do tráfico, sendo descoberta a existência de uma complexa associação voltada ao narcotráfico.
A Denarc identificou uma rede estruturada, com papéis bem definidos entre os membros, sendo o líder responsável pelo fornecimento das drogas, um operador encarregado do fracionamento, embalagem e distribuição, e demais integrantes responsáveis pela venda nas “bocas de fumo”, além de um investigado que utilizava contas de terceiros para movimentar os recursos obtidos com o tráfico.
Foi apurado o uso sistemático de termos codificados nas conversas entre os investigados, tais como “parafuso”, “bala” e “farinha”, para designar os entorpecentes comercializados, o que evidenciou a sofisticação do grupo, que realizava transações diárias com expressivas quantidades de drogas.
Estrutura Criminosa
A divisão de tarefas dentro do grupo criminoso era: liderança e fornecimento (responsável por adquirir as drogas e distribuí-las aos demais integrantes para a venda, determinando quantidades e organizando a logística do grupo); operação e distribuição (encarregado de fracionar, embalar e entregar as drogas para os pontos de venda, atuando como intermediário entre a liderança e os vendedores); os pontos de venda (responsáveis pelo comércio direto das substâncias ao consumidor final); e o operador financeiro/jurídico (a advogada que utilizava contas de terceiros, transferências via PIX e outros mecanismos para movimentar os valores provenientes do tráfico, dificultando o rastreamento financeiro, configurando indícios de lavagem de dinheiro).
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