Veja: Mensagens revelam suposto esquema e caso sobre para o STF

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Veja/Reprodução

Mensagens obtidas no celular do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro do ano passado em Cuiabá, revelam um suposto esquema de sentença no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O material foi divulgado pela VEJA e embasa uma investigação da Polícia Federal. Um ministro da corte também estaria sendo investigado.

Segundo a reportagem da VEJA, o material recuperado no aparelho de Zampieri no dia de sua morte “não deixava dúvidas de que um grupo de advogados e lobistas comprava e vendia decisões judiciais do STJ”.

Da memória do aparelho foram resgatadas mensagens com insinuações sobre o comportamento de vários ministros, minutas originais de sentenças e comprovantes de repasses financeiros.

Uma das primeiras providências dos agentes foi separar o que havia de concreto do que parecia ser bravata. Depois dessa peneira inicial, segundo a reportagem, a apuração se concentrou nos gabinetes dos ministros Isabel Gallotti, Og Fernandes, Nancy Andrighi e Paulo Moura Ribeiro.

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As evidências indicavam que funcionários desses gabinetes teriam sido corrompidos. Em troca de dinheiro, eles são suspeitos de antecipar veredictos e alterar decisões de acordo com o interesse do cliente. As situações, à princípio, aconteceriam sem o conhecimento dos chefes.

No entanto, Veja destaca que, na semana passada, o envolvimento de ministros começou a ser apurado. Seguindo o dinheiro, os investigadores requisitaram ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) um levantamento sobre as movimentações dos suspeitos. Foram então descobertas movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo Andreson Gonçalves (suposto lobista), um intermediário e o ministro Paulo Moura Ribeiro.

Com a situação, caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir se autoriza ou não o prosseguimento da investigação que pode demonstrar ato ilícito ou não. Para a VEJA, o ministro Moura Ribeiro negou ter recebido qualquer repasse financeiro do lobista e garantiu que, até a eclosão do escândalo de venda de sentenças, nem sequer havia ouvido falar no nome de Andreson Gonçalves. “Nunca houve nenhuma transação, o que é isso? Não tenho negócio nenhum, nenhum, nenhum. Tenho quase 42 anos de magistratura, nunca aconteceu nada comigo”, disse.

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O lobista também negou, para a VEJA, ter realizado qualquer transação com o magistrado. “Não existe este depósito. Estão me colocando como o maior vendedor de sentença do Brasil. Não conheço, não vi, nunca estive com ninguém do STJ, com nenhum chefe de gabinete, com nenhum assessor, com nenhum ministro, com ninguém”, afirmou.

Segundo ele, as acusações de que ele comercializava decisões judiciais são absolutamente falsas e estão prejudicando sua atuação como empresário do setor de transportes. “Me pegaram para Cristo”, resumiu.

Leia aqui a matéria completa da VEJA

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