Cattani terá audiência de conciliação com ex-genro preso sobre guarda dos netos

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Uma audiência de conciliação para definir a guarda dos filhos de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), vítima de feminicídio, foi marcada para os próximos dias. A informação foi confirmada nesta sexta (18) pelo próprio parlamentar em entrevista coletiva. Raquel foi morta a facadas, e o ex-marido dela e pais dos seus filhos, Romero Xavier , é suspeito de ser o mandante do crime. 

Geovanna Torquato

“Nós pedimos a guarda [dos netos], eles estão sem mãe e sem pai, ficaram órfãos, então pedimos a guarda. Essa semana foi marcada uma audiência de conciliação com o camarada. Como isso é possível? O cara matou a mãe deles”, questionou Cattani, revoltado.

O deputado ainda afirmou que não sabe quando o julgamento dos suspeitos será, de fato, e criticou as leis brasileiras. “Isso nos deixa num vácuo, ninguém está nem aí para a vítima, está preocupado em defender o bandido. As leis do nosso país são frouxas, baixas, inúteis e nunca defendem a vítima, defendem o criminoso. Então,  nós temos que mudar a legislação como um todo. Não estou aqui falando da Justiça, ela cumpre a lei e a lei dá todas essas prerrogativas”, aponta.

O crime

Raquel, de 26 anos, foi encontrada morta a facadas no dia 19 de julho na casa onde morava, na zona rural de Nova Mutum (a 264 km de Cuiabá). Romero e o irmão dele, Rodrigo Xavier, foram presos dias depois suspeitos de envolvimento no crime.

Raquel e Romero estavam juntos há nove anos e tinham dois filhos, um menino de 6 anos e uma menina de 3 anos. Relatos apontam que a vítima era constantemente agredida fisicamente e psicologicamente pelo ex-marido, o que teria motivado o término. Segundo os amigos, a jovem temia que algo pudesse acontecer com ela, mas nunca detalhava os problemas que aconteciam entre eles.

No dia em que o corpo de Raquel foi encontrado, Romero foi até o local e prestou solidariedade à família. Ele chegou chorar ao lado do caixão da vítima no velório. Segundo a Polícia Civil, toda a comoção não passava de uma farsa, já que ele é apontado como o mandante do homicídio. Confome a investigação, Romero planejou o crime e o irmão, Roberto Xavier, executou. Os dois teriam montado uma cena na residência para que fizesse parecer que seria um crime patrimonial.

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