Casal é apontado como líder de esquema de lavagem de dinheiro para o tráfico; veja

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A terceira fase da Operação Codinome Fantasma , deflagrada  na manhã desta terça-feira (24), teve como um dos principais alvos o casal Geslaine de Sousa e Ivonei Fernandes, apontados como líderes do esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas em Sinop (a 480 km de Cuiabá).

Conforme apurado pelo , as quatro empresas utilizadas no esquema que foram identificadas são: Neto Transportes e Santa Fé Turismo, que possuíam funcionamento regular, e FD Cesta Básica e Nova Era Alimentos, classificadas como empresas de fachada, que sequer possuíam sede real, criadas exclusivamente para movimentação financeira ilícita.

PJC

Geslaine foi presa em Barra de São Francisco (ES), enquanto Ivonei também teve mandado de prisão cumprido. Segundo as investigações, os dois estavam diretamente ligados ao núcleo financeiro da organização criminosa e utilizavam empresas para dar aparência lícita aos valores oriundos do tráfico.

De acordo com o delegado José Getúlio Daniel, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável pelo caso, o foco desta fase foi atingir a estrutura financeira do grupo, os suspeitos ocupavam posições estratégicas dentro da facção. “São os principais líderes da organização criminosa, tanto na distribuição da droga quanto na lavagem de dinheiro”, apontou.

O delegado declarou ainda que as investigações apontam que cerca de R$ 8 milhões foram movimentados pelo grupo criminoso, com recursos provenientes do tráfico de drogas sendo distribuídos e ocultados por meio das empresas. “Nosso principal objetivo foi descapitalizar esses criminosos que mandam e determinam a realização desses crimes”, afirmou .

Ao todo, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva 27 mandados de busca domiciliar, 30 bloqueios de contas bancárias, apreensão de veículos de carga e passeio dos investigados, suspensão das atividades comerciais das quatro pessoas jurídicas, além do sequestro de nove imóveis adquiridos ou fruto de lavagem de dinheiro, totalizando mais de R$ 10 milhões em apreensões. As ações ocorreram em Sinop, Cuiabá e nos estados de Goiás e Espírito Santo.

A Polícia Civil agora segue com a análise do material apreendido e deve concluir o inquérito após a coleta de depoimentos e avaliação do patrimônio sequestrado, que poderá ser leiloado e revertido em favor da sociedade.

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Link da Matéria – via RD News

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