TJ livra médico de ação penal por morte de vendedora durante cirurgia estética

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A 4ª Câmara Criminal de Cuiabá trancou, por unanimidade, a ação penal que acusava o cirurgião plástico Bruno Spadoni Neto pela morte da vendedora Keitiane Eliza da Silva , de 27 anos, durante cirurgia estética, ocorrida na clínica Valore Day, em Cuiabá, em abril de 2021. À época, Spadoni atuava como diretor técnico na unidade. 

Keitiane morreu em abril de 2021, quando fez um procedimento cirúrgico estético de lipoescultura, abdominoplastia e reparo de mastopexia, em uma clínica de estética em Cuiabá. Segundo laudo da Politec, a morte se deu por choque hemorrágico – grande perda de sangue.

Spadoni entrou com habeas corpus alegando que não participou da cirurgia geral, e que suas ações no pós-operatório foram apenas em abordagens de emergência com intuito de salvar a vida da paciente. Para embasar o pedido, a defesa do médico usou o laudo pericial da Politec, que apontou que os procedimentos realizados por ele foram irrepreensíveis, o que afastaria qualquer imprudência ou imperícia de sua parte.

O desembargador Lídio Modesto da Silva Filho, relator do caso, constatou que o profissional não participou da cirurgia estética, do pré-operatório, da escolha do local, da indicação do procedimento nem das decisões antecedentes, tendo sido chamado apenas posteriormente, em contexto de colapso clínico.

Além disso, o laudo técnico também apontou ausência de imprudência ou imperícia na atuação de Bruno, bom como afastou qualquer falha técnica na conduta médica por ele efetivamente praticada.

O entendimento foi seguido pelo resto do colegiado. “Ante o exposto, concedo a ordem impetrada em favor de Bruno Spadoni Neto, determinando o trancamento da ação penal em relação ao paciente, diante da ausência de justa causa para seu processamento em decorrência da natureza atípica da conduta a ele imputada”, consta trecho do documento.

Outros médicos respondem ação

Três médicos foram indiciados pela Polícia Civil pela morte de Keitiane. São eles: o cirurgião Alexandre Rezende Veloso e os anestesistas Klayne Moura Teixeira de Souza e Cristhiano Camargo Prado foram indiciados por homicídio culposo.

De acordo com o inquérito, conduzido pelo delegado Bruno de Moraes, houve negligência médica quando os profissionais deixaram Keitiane “aberta” na maca de cirurgia durante oito horas esperando por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, a clínica onde a jovem foi atendida não teria respeitado o tempo de espera de recuperação da Covid-19, que a vítima precisava ter passado.

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Link da Matéria – via RD News

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