
O prefeito Abílio Brunini (PL), afimou nesta segunda-feira (23), que irá investigar a denúncia sobre uma médica que teria oferecido Mounjaro à paciente, que buscou atendimento para dores na UPA do Leblon. O anúncio foi dado durante inauguração da Unidade de Saúde da Família do Pedregal.
Rodinei Crescêncio/RD News
Durante a coletiva do prefeito, uma moradora do bairro, Viviane Siqueira Santana, relatou ter sido mal atendida por uma médica enquanto sofria com dores no corpo. Segundo ela, a médica tentou vender o medicamento emagracedor Mounjaro porque as dores seriam sintomas da obesidade.
“Eu cheguei morrendo de dores na UPA. Eu tinha três meses de vai e vem na UPA. Três meses tomando medicação todos os dias na veia, com dores. Eu cheguei lá, uma médica dentro do consultório tentou me vender Mounjaro porque eu estava gorda. As dores que eu estava sentindo eram da obesidade”, relatou.
A moradora ainda disse que a atitude da médica não seria isolada e outros pacientes teriam passado pela mesma situação. O prefeito afirmou que irá investigar a profissional e caso seja comprovado a prática, ela não deve mais compor o quadro de médicos.
Abílio destacou que irá registrar o boletim de ocorrência e que a Polícia Civil deve investigar o caso.
“Nós vamos com você fazer um boletim de ocorrência, vamos registrar isso, você vai dar o nome do profissional e vamos investigar. Se isso acontecer, o profissional já pode sair das nossas unidades de saúde e não vai trabalhar”, destacou o prefeito.
Por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou que tomou conhecimento de relatos e, diante da gravidade dos fatos narrados, irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado.
“O Conselho ressalta que não recebeu, até o momento, qualquer denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais. O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas. Por fim, o Conselho reafirma seu compromisso com a ética médica e informa que, caso sejam apresentados indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, adotará as medidas cabíveis”, disse.
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