Zampieri e desembargador teriam relação de “proximidade imprópria”; fotos de barras de ouro entre provas

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Veja/Reprodução

Mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zampieri, morto em Cuiabá em dezembro do ano passado, teriam revelado uma “proximidade absolutamente imprópria” entre o advogado e o desembargador do Tribunal de Justiça mato-grossense Sebastião de Moraes Filho. Segundo as investigações, conversas indicariam um suposto esquema de venda de sentenças judiciais. O conteúdo foi revelado pela VEJA, em matéria publicada nesta sexta-feira (18).

As conversas, segundo a reportagem, apontam que os dois mantinham uma relação muito além da profissional. Zampieri visitaria o magistrado e os dois conversavam frequentemente sobre férias, futebol e processos.

O advogado, segundo a Veja, tinha liberdade para pedir ao juiz para votar ou deixar de votar em ações de seu interesse. Também falavam abertamente sobre finanças. Em um diálogo que teria sido mantido entre os dois, Zampieri reportou que o Pix informado pelo desembargador para receber uma transferência de dinheiro estaria “errado”.

Dias depois, o advogado relatou que “o pgto da sobrinha” havia sido finalmente concretizado. A Veja detalha que, pelas mensagens, percebe-se também que, a partir do segundo semestre do ano passado, o clima entre os dois parecia contaminado por uma certa apreensão.

Nessa época, conforme a VEJA, uma pessoa teria contado ao juiz que alguém estaria produzindo provas contra ele e o advogado. Zampieri, inclusive, teria sido filmado entrando na casa do desembargador, segundo o relato do informante. Se essa intimidade viesse a público, seria um constrangimento para ambos.

Apesar disso, a relação teria se mantido. A VEJA revelou, com imagens, que duas semanas antes de ser assassinado, o advogado enviou ao desembargador uma foto de duas barras de ouro. A polícia acredita que as peças foram repassadas ao juiz.

Em agosto passado, já com as investigações em andamento, o CNJ afastou o magistrado de suas funções depois de concluir que havia indícios de que ele recebia “vantagens indevidas” de um “esquema de venda de decisões judiciais”.

Leia aqui a matéria completa da VEJA

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